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Podcast Desvendando a Mentalização

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A PSICOLOGIA POSITIVA


No final da década de 90 cientistas de alguns dos maiores centros de estudos em Psicologia da atualidade, tais como os das universidades de Harvard,  Yale, Pennsylvania e Michigan, reuniram-se com o objetivo de compreender melhor os caminhos que levariam o ser humano à felicidade.  Assim nascia a Psicologia Positiva. Comprometida com o estudo científico das potencialidades humanas, a Psicologia Positiva agrega ao clássico papel curativo da psicologia convencional, também um caráter preventivo, essencial quando pensamos em qualidade de vida.


Felicidade para quê?

No ano de 2000 uma pesquisadora da Universidade de Michigan recebeu um prêmio da John Templeton Foundation por seu trabalho acerca da função das emoções positivas. Por meio desse estudo, descobriu-se que as emoções positivas (e, por extensão, a felicidade) possuem uma finalidade muito maior do que, simplesmente, promover o bem-estar [...]


Emoções positivas tais como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, fortalecem nossos recursos intelectuais, físicos e sociais dos quais podemos lançar mão quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresentam no ambiente.

Esse estudo também mostrou que, ao contrário do que ocorre com as negativas, o cultivo das emoções positivas promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, deixando as pessoas abertas a novas idéias e experiências.

Além disso, sabemos que, a partir da Revolução da Informação, as sociedades têm se tornado cada vez mais complexas e interdependentes. Nesse sentido, alguns pesquisadores são enfáticos ao afirmarem que do cultivo das emoções positivas dependeria a própria sobrevivência da espécie humana. No mundo corporativo essa realidade se repete.

Por isso, muitas empresas ao redor do mundo tais como Toyota, Nextel, dentre outras, têm traçado suas estratégias de gestão de pessoas baseadas nos princípios da Psicologia Positiva. Todas elas cientes de que a promoção da felicidade no ambiente de trabalho pode, além de atrair e reter talentos, transformar-se numa poderosa fonte de vantagem competitiva.
Fonte: site http://www.psicologiapositiva.com.br/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

HIPNOSE É USADA PARA TRATAR DOENÇAS A PROBLEMAS EMOCIONAIS



Quando o assunto é hipnose, a imagem que vem à mente da maior parte das pessoas é a de um mágico – ou a figura de algum sujeito com pinta de charlatão – balançando um relógio na frente de uma “vítima”, que, em um estado alterado da consciência, revela coisas que não contaria se as perguntas fossem feitas de outro modo. Nada mais antiquado ou preconceituoso do que tal quadro. Hoje, a técnica serve para aliviar dores do corpo, da mente e da alma. A hipnose passou por grandes transformações desde a sua popularização por Jean-Martin Charcot e Sigmund Freud, no final do século 19 e início do século 20. A hipnose moderna é muito diferente da hipnose de palco, que atua numa relação de poder entre médico e paciente, e não envolve pêndulos nem uma atmosfera de mistério [...]
A imagem mística mudou com o trabalho desenvolvido pelo psiquiatra norte-americano Milton Erickson, no final da década de 1950. Erickson passou a associar a hipnose às psicoterapias de forma bastante diferente da utilizada até então e criou uma forma inovadora de abordagem, por intermédio de seminários didáticos. “A hipnose moderna, também chamada de ericksoniana, é uma ferramenta principalmente linguística, uma forma ampliada de comunicação. Um médico pode usar linguagem hipnótica para conquistar um resultado mais eficaz com um paciente. Mas a hipnose também é utilizada por outros profissionais em diferentes contextos, como advogados, professores ou vendedores”, comenta Alexandre Bortoletto, instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL). “Infelizmente, ainda há muito preconceito porque as pessoas associam hipnose a uma espécie de show de mágica em que a plateia é induzida a fazer o que não quer, como comer uma cebola achando que é uma maçã ou cacarejar como uma galinha e, em seguida, não se lembrar de nada disso”, diz o especialista.

Existem pessoas que são muito mais propensas a entrar no estado hipnótico do que outras. “Eticamente, é triste ver a hipnose ser tratada como uma diversão, porque neste estado a pessoa fica muito vulnerável ao que é dito a ela e isso pode deixar uma marca no inconsciente que não necessariamente é positiva ou adequada, mas passa despercebida neste contexto. Acho que mais do que preconceito, existe falta de conhecimento”, ressalta Luciane Lopes Gerodetti, psicóloga com especialização em hipnose pelo Instituto Milton Erickson, de São Paulo, e em Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR), um tipo de psicoterapia para tratamento de estresse pós-traumático, pelo EMDR Institute, dos Estados Unidos.

Transe hipnótico



O transe hipnótico nada mais é que um estado alterado de consciência. Entramos em transe várias vezes por dia. Sabe quando dirigimos até determinado local e, ao chegar lá, não lembramos que caminho fizemos? Ou quando estamos ouvindo música, o CD acaba e só percebemos o silêncio vários minutos depois? Se você está lendo essa entrevista e não percebe os ruídos à sua volta, está em transe nesse momento.

As indicações e atuações são amplas. Felizmente, a comunidade médica vem fazendo uso e indicando para as diferentes questões físicas. Para amenizar dores de forma geral, por exemplo. Antes, claro, deve-se ter um diagnóstico médico para saber sua causa. A partir disso, a dor pode ser minimizada ou eliminada com a hipnose. “Para pacientes com câncer, há minimização de efeitos colaterais da quimioterapia. Doenças autoimunes, como vitiligo, psoríase e artrite, e somatizações, como gastrite nervosa e síndrome do cólon irritável, também obtêm bons resultados”, garante o psicólogo clínico e especialista em hipnose Odair José Comin, diretor da Delphos Clínica de Psicologia e Hipnose, de São Paulo.

Luiz Carlos Crozera, psicoterapeuta e diretor do Instituto Brasileiro de Hipnologia e da Sociedade Iberoamericana de Hipnose Condicionativa, ambos em Jaú (SP), diz que estudos indicam que 90% das doenças surgem primeiro na mente. “Se a mente cria, a mente cura. E a única forma de chegar até os registros mentais é por meio da hipnose”, afirma.

Para Leonard F. Verea, fundador da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica e diretor do Instituto Verea, de São Paulo, a hipnose funciona como uma espécie de "atalho" para a resolução dos mais diversos males, sobretudo as dores crônicas e as doenças que podem ter fundo emocional - obesidade, anorexia, bulimia, enxaqueca, fobias diversas e insônia. “Além disso, auxilia pessoas com dificuldades de aprendizagem, indivíduos que sofrem de distúrbios sexuais, obesos e dependentes de drogas e álcool”, enumera.“

A hipnose é usada também com sucesso em maternidades europeias e americanas para ajudar no relaxamento durante o parto. A secretária-executiva Débora*, de 31 anos, de São Paulo, buscou o método como coadjuvante para um tratamento antiobesidade. “Com a hipnose, pude perceber que extrapolava nos doces quando me sentia tensa e ansiosa ou encerrava alguma tarefa chata ou estafante”, conta. “A técnica foi fundamental para que o meu tratamento fosse bem sucedido.”

Emoções

A hipnose trata também:

  • 1 - Fobias (inclusive a social)

  • 2 - Mania de roer as unhas e de chupar o dedo

  • 3 - Timidez e medo de falar em público

  • 4 - Estresse pós-traumático e ansiedade

  • 5 - Distúrbios do sono, gagueira, enxaqueca e impotência

De acordo com o psicólogo João Batista de Oliveira Filho, diretor do Instituto de Psicologia Crescer, do Rio de Janeiro, diversas doenças podem ter sua cura intensificada pela hipnose se ela for utilizada junto com o tratamento médico e psicológico. “Isso acontece porque os sintomas são minimizados”, afirma ele, que está escrevendo uma tese de mestrado sobre hipnose e emagrecimento. A hipnose também vem sendo usada por dentistas para diminuir a ansiedade e aumentar a sedação. “Sempre que preciso trabalhar uma crença em nível mais profundo e com menos resistência do paciente, lanço mão da hipnose”, conta a psicóloga Luciane Lopes Gerodetti. “A hipnose permite que o sujeito fique mais receptivo a novas percepções sobre algo em sua vida, o que permite que ele reprocesse algumas questões pessoais com mais facilidade e rapidez, de maneira mais sadia e positiva. Também é uma técnica útil para buscar memórias que podem explicar e ajudar a resolver problemas atuais”, afirma.

É por isso que até emoções como inveja, ciúme e raiva podem ser trabalhadas por meio do método. “A hipnose moderna promove um alinhamento, um equilíbrio entre o consciente e o inconsciente, ou seja, aquilo que pensamos (e sabemos que pensamos) e o que acontece quando estamos ‘no automático’. Algumas emoções, como raiva, medo e ciúme, já estão tão condicionadas em nosso comportamento que, quando percebemos, já estamos imersos nelas: tomamos uma atitude sem pensar se ela é a mais adequada à ocasião. Com a hipnose é possível atingir o equilíbrio emocional tomando consciência dessas emoções para, assim, ter controle sobre elas e escolher usá-las quando for realmente necessário”, explica Alexandre Bortoletto. “Com a hipnose é possível modificar a forma de pensar e, na medida em que isso acontece, mudará também o sentimento atrelado a esse pensamento. Durante o transe, damos sugestões, munindo o paciente com novos conteúdos, para que ele possa se autoconhecer, ressignificar e se conduzir para uma forma saudável de pensar e sentir”, completa o psicólogo Odair José Comin.

Estresse

O maior mal da civilização moderna – o estresse – também pode ser transformado. Há o estresse positivo, aquele que motiva, que nos faz proativos; e o ruim, patológico, que faz mal. Por meio da hipnose, é possível equilibrar os dois tipos. No tratamento com hipnoterapia, é importante a conscientização do ambiente que rodeia o paciente, identificando quais são os fatores estressantes. O trabalho pode iniciar com um relaxamento, pois normalmente existem tensão e ansiedade envolvidas, e por isso relaxar é imprescindível. A partir daí, começa-se um tratamento mais efetivo de mudança de hábitos, mudança de resposta aos diferentes estímulos externos e internos. Há a percepção da possibilidade de uma melhor qualidade de vida, pois o método traz para o dia a dia do paciente um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre atividade e inatividade, trabalho e descanso.

E desde que a pessoa esteja disposta a mudar, a hipnose pode ajudar a curar transtornos obsessivos compulsivos (TOCs) e tabagismo. “As obsessões são pensamentos ou imagens que aparecem de forma repetida e persistentemente. Causam dor e sofrimento intenso, pois o indivíduo não consegue ter controle. A compulsão vem do ato, ou seja, na medida em que se tem um pensamento repetitivo de que as mãos estão sujas (obsessão), lava-se várias vezes ao dia (compulsão)”, explica Odair. Com a hipnose, é possível ressignificar aprendizagens passadas, mudando a forma de pensar, e descobrir em que momento teve início e por que aconteceu. “Fazemos o paciente perceber que já não existe mais a necessidade da compulsão, e que ele pode ter o controle de seus pensamentos, além de ensiná-lo aprendizagens no presente que possibilitarão a mudança, com liberdade de pensamento e ação no futuro.

Já o cigarro causa dependência tanto física quanto psíquica, por isso o tratamento deve levar em conta esses dois aspectos, além de descobrir as razões de a pessoa fumar e, da mesma forma, o que a motiva a parar. “Já havia tentado parar de fumar cinco vezes, até que li em uma revista sobre o uso da hipnose para essa finalidade. Não é que deu certo? É claro que tive força de vontade, mas com a hipnose notei que usava o cigarro como uma muleta social, para me sentir desinibida. Recomendo”, atesta a professora carioca Cláudia Pereira, de 33 anos.

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL 
Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/07/28/hipnose-e-usada-para-tratar-de-doencas-a-problemas-emocionais.jhtm

sábado, 24 de julho de 2010

DESENVOLVENDO A VISUALIZAÇÃO CRIATIVA



Uma ferramenta muito utilizada e conhecida por todos aqueles que participam, participaram ou conhecem os grupos de meditação é a famosa Visualização Criativa. Hoje essa técnica é tão importante que existem grupos estudando sua eficiência até no auxílio do tratamento ao câncer.

Participando de grupos de meditação há alguns anos, fica muito evidente a dificuldade enfrentada por algumas pessoas que se dispõem a realizar essas técnicas; em geral elas têm grande dificuldade em visualizar as imagens solicitadas pela voz que está conduzindo o trabalho. O que muitos desconhecem é que existe uma técnica bastante simples para desenvolver e aprimorar essa capacidade que todos nós temos.

O primeiro passo é olhar e reter uma imagem. O processo consiste em olhar para um objeto tentando reter o máximo de detalhes pelo período de um minuto, em seguida fechar os olhos e visualizar o objeto com todos os seus detalhes também pelo período de um minuto. Esse processo deve se repetir em ciclos até que se consiga visualizar o objeto em todas as suas nuances.

Passando dessa etapa, o segundo passo é lembrar e reter uma imagem, ou seja, você vai se lembrar de um fato anterior, de cada um dos detalhes que o envolveram. Procure se concentrar nos pormenores do cenário em volta, nas pessoas que estavam ao redor, na expressão facial delas e em toda riqueza de detalhes que conseguir.

No terceiro passo já passa a existir o elemento de criação, o exercício da criatividade que existe dentro de cada um de nós. Vamos usar essa criatividade e inventar uma imagem, colocar nela todos os detalhes possíveis, fixar o cenário, as cores, os objetos e ficar apreciando cada um desses detalhes dentro da imagem como um todo.

Na quarta etapa estaremos incluindo o elemento sensação, vamos imaginar o corpo em bom funcionamento e sentir o que isso nos traz. Imaginemos, por exemplo, uma grande sensação de bem estar e na seqüência vamos sentir o que isso nos proporciona, observemos como nosso corpo reage a essas imaginações, como fica nossa respiração, entre outras coisas. Aqui já estaremos começando a experimentar o que a visualização criativa pode fazer por nós, como nosso corpo responde a esses estímulos.

No último passo da técnica trabalharemos com objetivos e os transformaremos em símbolos; estaremos utilizando o que se conhece como tela mental. Vamos nos imaginar, por exemplo, com saúde ou prosperidade. Que imagem teria a saúde ou a prosperidade para cada um de nós? Note que nesse ponto a imagem é muito subjetiva, vai depender muito da vivência de cada um e de seus valores íntimos. Para um a prosperidade pode significar a realização de diversas viagens, para outro pode ser a aquisição de bens materiais e assim por diante. O importante é que a imagem represente o que se deseja para quem está utilizando a técnica.

Tendo passado pelos cincos passos com sucesso, a visualização criativa deixou de ser aquele terror, aquele bicho de sete cabeças que tanto incomodava, transformando-se em um aliado poderosíssimo da nossa caminhada. Podemos usar esse aliado no auxílio à cura de doenças, no trabalho da auto-estima, na busca de tranqüilidade, de aumento de concentração, na superação de vícios - entre muitas outras coisas - nos tornando assim pessoas melhores, mais realizadas e conseqüentemente mais felizes.

Ao que parece, hoje em dia muitos livros vêm com um capítulo obrigatório dedicado à visualização. O assunto já não está circunscrito à area esotérica. "Visualize o bolo crescendo... veja-o sair perfeito do forno", diz um livro de receitas que ganhei um dia desses. (O mais acabado "exemplo de psicologia", acredito.).

O presente texto sobre visualização é diferente: ao invés de simplesmente abordar os benefícios da visualização, recomendando-a, vou explicar por que ela não funciona para muita gente. Você vai ter a verdadeira história, inclusive com as falhas da visualização.

No entanto, como ela é a "quarta mola" da produtividade, conforme escrevi antes, deve saber por que a recomendo, com seus defeitos e tudo. Existem, afinal de contas, certas condições sob as quais a visualização pode ser bastante eficaz. Você vai aprender que condições são estas e como pode fazê-las melhorar sua produtividade todos os dias.

Não tire conclusões precipitadas de que a visualização não passa de teoria metafísica, sem aplicação na prática, e que não traz qualquer benefício. Pode parecer assim no início, quando estivermos comentando certos aspectos engraçados que ela tem, mas tenha a certeza de que se não tivesse nenhum valor prático e realista, não teria sido comentada neste livro. Com o desenvolver do capítulo, entenderá como funciona e como fazê-la trabalhar para você.

O que a Visualização pode fazer por você




A visualização afeta sua produtividade de várias maneiras: pode lhe proporcionar a orientação capaz de mantê-lo na trajetória de sua carreira e vida pessoal, pode reforçar a autoconfiança e fortalecer sua fé em si mesmo e em suas habilidades, pode aguçar sua perícia e elevar o nível de experiência. A visualização ajuda nas suas realizações e melhora seu desempenho.

Tão logo esteja visualizando melhor, começa imediatamente a trabalhar para você. As pequenas coisas que quer realizar a cada dia no trabalho e em casa podem acontecer com maior facilidade e freqüência, e as mais grandiosas, como seus sonhos, por exemplo, também podem vir a acontecer com maior facilidade e freqüência, emboram demorem um pouco mais. Em suma, ela proporciona incontáveis benefícios e não tem nenhuma contra-indicação.

O Conceito da Visualização

Você pode não estar bem familiarizado com o conceito da visualização, mas, ainda que esteja, vamos repassá-lo como base para nossos comentários.

Visualizando algo, pensando e vendo na imaginação esta coisa, você consegue trazer para a realidade tudo o que estiver objetivando. É este o conceito. Um exemplo comum dos proponentes da visualização é "criar uma vaga para o carro", visualizando uma área vazia no estacionamento lotado. Com certeza, quando você se aproximar da área, alguém sai da vaga e é só você ocupá-la, como se já estivesse tudo num roteiro. É esta a idéia por trás da visualização; você está "escrevendo o roteiro", está imaginando algo com antecedência para mais tarde, simplesmente, ver tudo sendo representado na vida real.

Nós vamos examiná-la por outro ângulo. Tudo o que existe hoje no mundo feito pelo homem não foi criado por alguém? Sua casa, por exemplo. Pessoas contruíram-na físicamente com serrotes, martelos, pregos etc, utilizaram vários materiais, como madeira, carros, tijolos e plástico. EStes materiais foram todos fabricados. Sua casa foi criada por algumas pessoas que fizeram as partes e outras que as juntaram.

Antes, porém, que os operários juntassem todas as partes, alguém desenhou a planta, certo? A construção de fato não começou antes de existir a planta. Que dizer que alguém, muito provavelmente um arquiteto, criou mentalmente sua casa e preservou tal criação sob a forma de planta antes do construtor criá-la na realidade.

Observe qualquer coisa que existe na sua vida. Seu carro, televisor, camisa, jornal ou seu jantar. Antes de alguém criar tudo isso na realidade, criou-as mentalmente. As palavras também funcionam assim. Antes de qualquer filosofia, crença ou sentimento se estabelecer, foi preciso alguém sonhar. Alguém em algum lugar criou a coisa mentalmente para só depois se transformar em realidade. Tudo o que existe atualmente já foi uma idéia. Você tem, portanto, a teoria de que "tudo é criado duas vezes", primeiramente é criado em pensamento e, depois, na realidade.

Com isto, voltamos à visualização. Quando visualiza mentalmente algo que, no momento, não faz parte da sua realidade, você ativa as forças necessárias para transformá-lo em real. Seu pensamento ou visão é a semente, que cresce e torna-se uma planta, que vive e respira. Assim também acontece com a sua visão. Primeiro o pensamento, depois a realidade.
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Máxima 46: Tudo o que existe, já foi apenas uma idéia na mente de alguém.
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Nada vem a ser ou é criado em forma material, sem ter antes existido como idéia. Visualizar coisas que não existem, materiais ou não, é, pois, de suma importância para fazê-las acontecer na realidade. Noutras palavras, a visualização ajuda-o a realizar; ela aumenta a produtividade.

Visualização funciona mesmo?



Se a visualização auxilia a realização de coisas e não tem nenhuma contra-indicação, por que então as pessoas não visualizam o tempo todo? Ora, muita gente que a experimentou diz que não funciona. Visualizam algo novo a se materializar nas suas vidas, mas a coisa não acontece. Pode isto acontecer? Você pode visualizar algo como tudo correndo bem na reunião de vendas de amanhã, uma promoção a gerente distrital ou a capataz, um Lexus novo e pago na garagem, e nada disso acontecer? A visualização pode desapontá-lo?

Mas, afinal, a visualização funciona ou não? Seguem dois argumentos defendidos por quem diz que ela não passa de um truque de psicologia pop, que não tem real poder de afetar as coisas. Para avaliar a validade de suas alegações, vejamos o que eles pensam.

Visualize a bola sendo colocada de primeira em 18 buracos

Há alguns anos, alguém, num campo de golfe, contou a alguém mais o segredo de como aumentou a sua produtividade no golfe: visualizar a bola indo para onde você quer que ela vá. Os jogadores de golfe, que no mais são pessoas inteligentes, que socialmente ocupam cargos de responsabilidade, geralmente se transformam em pessoas altamente volúveis e irracionais quando se lhes apresenta a oportunidade de adotar algum truque novo, capaz de aumentar-lhes o rendimento no jogo. Segundo consta, adotam de tudo, até as coisas mais desajeitadas ou menos práticas que, segundo eles, possam poupar-lhes uma ou duas tacadas. Não demorou muito para a visualização tornar-se procedimento de rotina até entre os que nem levam muito a sério o esporte. Aproxime-se da bola, ponha-se em posição, visualize e dê a tacada.

Por acaso toda esta visualização produziu uma nação de melhores jogadores de golfe? A média de tentativas diminuiu notavelmente nestes últimos anos? Os clubes de golfe precisaram baixar seus padrões para reagir à infiltração da visualização?

Para os céticos, a única coisa que a visualização fez, ao que se saiba, foi retardar os jogos, pois em vez de ir direto à bola e dar a tacada, todo mundo vai e fica o tempo que bem entende visualizando, enquanto os demais esperam.

Se a visualização funcionasse, com 18 tacadas você colocaria a bola em 18 buracos, a não ser que de vez em quando a visualizasse indo parar perto do marco. E como explicar uma péssima tacada quando o que visualizou foi outra coisa? Quem sabe enquanto você visualizava a bola indo direto para o buraco, os outros três do seu grupo a viam indo parar dentro do lago? Talvez as visualizações antagônicas acabem pesando a favor da maioria; ou talvez simplesmente não funcione.
E o Lexus pago?

Um certo dia, Betsy telefonou-me toda eufórica. "Qualquer dia desses eu apareço por aí para lhe mostrar meu Lexus novinho!" exclamou. "Então você está de carro novo? Que beleza!", conclui.

"Bem", prosseguiu ela, "eu ainda não comprei. Mas ele vai estar aqui no dia primeiro de novem
bro." "Então você fez uma encomenda especial?". "Não foi bem isso", explicou ela. "Eu ainda não comprei o carro. Nem sei direito se vou realmente comprá-lo, só sei que no dia primeiro de novembro vou ter o meu Lexus novinho e, o que é melhor ainda, totalmente pago!". (Se você for visualizar um carro novo, visualize-o já pago!).

Betsy não conseguia conter o entusiasmo, havia lido um desses capítulos sobre visualização em algum livro e aderiu na mesma hora. "Visualizando um Lexus novo e pago na minha garagem eu vou materializá-lo!", explicou ela. E tome de visualizar! Nos três meses e meio que se seguiram (foi em meados de julho que tudo começou), ela visualizou com toda a energia. Conforme o livro sugeria, recortou fotos do carro e colou no espelho do banheiro e na porta da geladeira, olhou muito para as fotos, inculcando-as na mente. Ela também fixou um prazo para sua visão tornar-se realidade: 1 de novembro, três meses e meio pareciam tempo suficiente para a mágica da visualização agir.

Ela também agiu. Afinal de contas, visualização não é só sonhar, desejar e esperar. Incutir a imagem na mente é só uma parte, a outra parte-chave é agir no sentido de realizar a visão. Todos os dias é preciso que você faça alguma coisa para a visão tomar forma, e foi exatamente isto que ela fez. Mais de uma vez foi até a revendedora e "ligou-se" no modelo de sua preferência, olhou, tocou, escutou, cheirou, sentou, dirigiu, falou com donos de Lexus e disse para eles que também teria um.

Acreditar também é uma parte-chave da visualização. Betsy aprendeu que não basta visualizar e agir, tem que acreditar, de verdade, de todo o coração, que a visão não só é possível e provável, mas que ela é inquestionavelmente verdadeira. Não pode haver dúvida na sua mente, para a visão tornar-se realidade, você precisa acreditar que ela já é realidade, embora ainda não se tenha materializado.

Betsy acreditou. Chegou até a dizer para todo o mundo que já tinha um Lexus novo e pago, como se já tivesse mesmo. Não tenho a menor dúvida de que ela acreditou, principalmente quando a vi sair de um shopping e, inconscientemente, enquanto conversava comigo, dirigir-se por engano para um Lexus no estacionamento, pensando que era o carro dela.

Não se preocupe com como é que uma visão vai se tornar realidade. Betsy sabia muito bem que não podia arcar nem mesmo com a entrada, que dirá com o restante do pagamento. Mas isso não tinha importância. Se fizer tudo o que tem de ser feito, ou seja: visualizar com intensidade emocional pelo menos duas vezes por dia, agir sempre e sinceramente acreditar que a visão existe, o "como" é coisa que vai cuidar de si mesma. Algo, ou uma série de "algos" que concretize a visão vai acontecer. Quem sabe ela ganharia algum concurso (participar deles era uma das providências que ela estava tomando) ou na loteria estadual? Talvez morresse algum parente distante e lhe deixasse um Lexus em testamento. Quem sabe ela encontrasse um cavalheiro simpático e gentil que lhe desse um Lexus como presente de noivado? Ela poderia também acordar algum dia e encontrar um na garagem sem qualquer explicação de como ele foi parar lá. Não ria! A maneira poderia ser qualquer uma em mil possibilidades, nenhuma das quais, enfim, importava.

Finalmente, veio o dia 1 de novembro, depois o dia 2, 3 e 4. Lá para o dia 10 de novembro, liguei para Betsy para saber das novidades. "Eu ainda não estou com o carro, mas sei que ele vai chegar em breve", disse ela com convicção, ainda que notavelmente menos intensa do que antes.

Vieram então 1 de dezembro, 1 de janeiro e por fim 10 de novembro do ano seguinte. Com dois anos e meio, desde que ela começara a visualizar um Lexus pago, nada de Lexus pago ainda.

Visualizar funciona? A conclusão dela é bem clara. "A visualização é uma arapuca!". Uma idéia estúpida para fazer gente crédula como eu cair numa conversa fiada. É mais fácil ter um Lexus se eu mesma contruí-lo, porque, com certeza, eu não vou conseguir nada com visualização", declarou ela.

Por que a Visualização não funciona para alguns



A razão pela qual certas pessoas não conseguem fazer a visualização funcionar para elas é que querem que se façam coisas impossíveis. A visualização não é uma fada pronta para satisfazer todas as suas vontades, não é uma varinha de condão que produz automaticamente o que você pedir. Ela só é uma técnica mental simples, que ajdua a sua produtividade, e o que pode fazer com grande impacto se for bem utilizada.

Muitas coisas a visualização não pode fazer. As pessoas que dão testemunhos de maus resultados parecem não ter consciência das limitações. Aqui estão quatro das limitações da visualização: compreendê-las vai preparar para saber o que ela pode fazer, e isto virá em seguida.

- A visualização não altera as leis conhecidas da física. Você está num engarrafamento medonho, visualiza seu carro levitando e indo por cima de todos, como o de George Jetson. A visualização vai se transformar em realidade? Sinto muito.

É claro, há um argumento em favor da validade de uma visualização desse tipo. Se, afinal de contas, os irmão Wright não tivessem imaginado a si mesmos voando e acreditado que poderiam fazê-lo, quando todo o mundo considerava impossível voar, não teriam inventado o avião. (*) Se você visualizar um carro voando pelo ar e dedicar a sua vida a transformar esta visão em realidade, pode muito bem inventar um carro voador. Mas, enquanto você ou qualquer outra pessoa não fizer exatamente isto, seu carro não vai escapar de nenhum engarrafamento, pode visualizar com a força que quiser.

(*) Nota do tradutor: A Europa Continental em peso reconhece o brasileiro Alberto Santos Dumont como o inventor do avião, mas não os EUA. Para eles cabe aos irmãos Wright o alegado privilégio.

Você também não vai conseguir saltar com um pulo só prédios muito altos, parar uma locomotiva ou fazer balas de metralhadora ricochetearem em seu corpo. Talvez algum dia alguém invente uma forma de fazer tudo isto. Este alguém pode ser você ou não, mas enquanto isto não acontecer, não é com visualização que poderá conseguir hoje mesmo essas coisas.

- A visualização não muda as possibilidades matemáticas. Digamos que haja 500 pessoas na sala, ou melhor, 501, contando comigo, que estou em pé diante de você, e das outras 499 pessoas sentadas no auditório. Anuncio que há uma etiqueta especial colada sob uma das cadeiras, o que significa que seu ocupante ganhou um livro (o que realmente faço em meus seminários). Quais são suas chances de ganhar o livro?
Uma em 500, logicamente. Mas se você estiver visualizando-se intensamente como o ganhador? E se imaginar-se vindo à frente para receber o livro? A visualização aumenta suas chances de ganhar? Não. Também não ocorre de alguém mais estar visualizando-se como ganhador e tal visualização reduzir suas chances a zero. A visualização não altera as possibilidades.

Pense nisto desta maneira. Quando a loteria estadual faz um determinado sorteio, ela sabe quais as chances de alguém ganhar. Chega até a imprimir as probabilidades no próprio bilhete para que o apostador também fique sabendo. A loteria leva em conta a visualização quando divulga as chances? O bilhete diz: "As chances são de 1 para 7 milhões, a não ser que você esteja visualizando". Nesse caso, você garantidamente vai ganhar e todos os demais compradores de bilhetes serão perdedores certos? Claro que não. A visualização não afeta as probabilidades.

Não é a mesma coisa que dizer que com ou sem visualização você não pode melhorar as chances de sucesso. Você poderia comprar dois bilhetes, dobrando assim suas chances de ganhar; assim mesmo as probabilidades continuam as mesmas: uma para sete milhões, mas comprando dois bilhetes você acrescentou suas chances para duas para 7 milhões. É por isso que os jogadores de golfe não conseguem ir marcando logo uma sucessão de pontos colocando a bola no buraco logo na primeira tentativa; as chances de colocação com uma só tacada são bem remotas e consegui-lo em sucessão são microscópicamente pequenas. A visualização não altera estas probabilidades.

- A visualização não substitui o esforço. Há que ache que visualização e esforço sejam inversamente proporcionais. Se passarem boa parte do tempo visualizando, poderiam passar menos tempo agindo, raciocinam. Elas percebem o fenômeno como um atalho interessante para o sucesso. São do tipo que conseguem imaginar Ed McMahon tocando sua campainha com um cheque de 10 milhões de dólares na mão e sentarem-se o dia inteiro esperando que isto aconteça. Claro que não acontece. Por acaso é coincidência o fato de que cada pessoa que atribui seu sucesso à visualização também dar igual crédito a um tremendo esforço? Já conversei com centenas de pessoas que fazem sucesso em todos os setores, no mundo inteiro, e todas têm pelo menos uma coisa em comum, repetem sempre as mesmas palavras: "Não é fácil".

- A visualização não dita o quando. A visualização não oferece resposta a nenhum "quando" (se você já conseguiu se curar de alguma doença, nem vai fazer esse tipo de pergunta). Foi aí que Betsy errou. ela marcou um prazo para concretizar seu Lexus. Alguns proponentes da visualização recomendam que use prazos para pressionar seu subconsciente a agir mais rápido. Eles não compreendem a Máxima 29. São as grandes forças do universo que ditam quando algo vai acontecer; você não pode controlá-las.

Algumas visões se materializam rapidamente, outras demoram um pouco mais. Ainda cursando o ginasial, Emmitt Smith assistiu ao Super Bowl XXI, em janeiro de 1987. Ele passou, a partir de então, a visualizar-se jogando no Super Bowl e chegou a espalhar que ainda participaria. Seis anos depois, lá estava ele jogando no Super Bowl XXVII, pelo Dallas Cowboys. A visão tornou-se realidade, mas levou seis anos. Não é como se duas semanas depois que começou a visualizar ele fosse misteriosamente retirado da escola e convocado para o Super Bowl. Certas visões levam tempo para materializar-se.

Se Betsy continuasse a visualizar o seu Lexus pago na garagem, ele acabaria lá, sem dúvida. Fixar, porém, um prazo, ditar quando ele deveria estar lá, é contraprodutivo.
Como funciona a Visualização
Apesar de tudo, a visualização realmente funciona. "Como ela funciona?", você pergunta.

Vamos descobrir o que dá potência à visualização.

A visualização é um bem fundado princípio científico que realmente pode melhorar o seu desempenho, fazer realizações acontecerem, e suas expectativas se materializarem. Na verdade, ela não é tão esotérica, nem misteriosa quanto parece. A visualização é tão somente um método de programar o subconsciente, para que este aja conforme a cena gravada, dirigindo os seus pensamentos, palavras e ações de acordo com o seu objetivo. É assim que ela funciona:

- A visualização sensibiliza o seu subconsciente. A visualização sensibiliza o seu subconsciente para detectar tudo o que possa ajudar a transformar sua visão em realidade. Lembre-se: seu subconsciente está recebendo continuamente, pelos cinco sentidos, uma quantidade infinita de informações, e ele precisa classificar tudo para definir o que é e o que não é relevante. Quando uma visão forte está embutida em sua mente, tudo o que pode dar apoio àquela visão torna-se relevante e é aproveitada. Sem a visão instalada, seu subconsciente não teria sido alertado para reconhecer algo como relevante, e nem ordenar suas ações para tirar proveito da mesma.

À guisa de ilustração, quantos carros Taurus de cor cinza você viu na estrada na semana que passou? Talvez não faça a mínima idéia. Você não prestou atenção porque não esperava a pergunta. Se, porém, eu lhe prometesse a recompensa de 100 dólares em dinheiro para contar os Tauros de cor cinza que visse por acaso na próxima semana, o que aconteceria? Consciente e deliberadamente, você observaria. Mais que provavelmente, porém, sua mente divagaria, a maior parte do tempo que passasse dirigindo, você estaria pensando em qualquer outra coisa, menos em Taurus cinza. Não obstante, assim que avistasse um deles, seu subconsciente interpretaria a visão como relevante e alertaria sua mente consciente. "Mais um", diria você a si mesmo, incluindo-o na contagem.

Vá em frente e faça a experiência. Compre um Taurus de cor cinza e veja quantos Taurus de cor cinza vai passar a perceber na estrada. Depois de comprar o seu, você vai ver muito mais deles. Por que isto? Ou você é tão famoso e considerado na comunidade, que muita gente vai sentir-se compelido a competir com você (possível), ou sua compra sensibilizou o seu subconsciente a observar estes carros agora (provável).

Por que as emissoras de rádio tocam demais aquela canção que você detesta? É só ligar o rádio que lá vem ela. Na verdade, ela não está sendo mais tocada do que as outras. Mas, por causa da sua ojeriza, seu subconsciente ficou sensibilizado a ela, dando a impressão de que é muito mais tocada do que as outras, às quais seu subconsciente não está sensibilizado.

Quando sua mente subconsciente está programada com uma visão, deslinda qualquer quantidade relevante de informações dentre as milhões de informações que recebe diariamente e sobre as quais atua. Com o passar do tempo, suas palavras e ações modelam o seu futuro e as coisas que lhe acontecem alinham-se com sua visão.

Ao montar um quebra-cabeça, você precisa olhar constantemente para a figura completa na caixa para saber onde vai encaixar uma das peças, certo? Ao visualizar, está fornecendo a figura completa para o seu subconsciente, está mandando- achar todas as peças relevantes que, depois de montadas, correspondem ao quadro visualizado. O quebra-cabeça é montado, formando, no final, uma figura idêntica àquela para a qual você ficou olhando o tempo todo.

- A visualização reforça a convicção. Se você não acredita que algo vai acontecer, está aumentando grandemente as chances de aquilo não acontecer mesmo. Para fazer a visualização funcionar, você precisa acreditar piamente que sua visão vai tornar-se realidade ou, a mais forte convicção possível: que sua visão já é realidade. Como então estabelecer, fortalecer e conservar convicções? Visualizando.

É como numa cadeia alimentar. A convicção alimenta a visão, que por sua vez alimenta a convicção. Você não tem dificuldade para acreditar em algo que existiu no passado, tem? Digamos que tenha um amigo especial que já não está mais presente em sua vida; uma pessoa com quem trabalhou há muitos anos, em outro emprego. Você acredita que esta pessoa existiu porque ele ou ela já esteve com você e agora é uma forte lembrança.

Imagine agora outro amigo existindo em sua vida, alguém igualmente especial, mas que você ainda não encontrou. Uma vez que ainda não o encontrou, ele ou ela não passa de uma idéia, uma imagem criada pela sua mente. Agora, compare o nível de credibilidade da existência de cada pessoa, a da memória e a da imaginação. Em qual das duas é mais fácil acreditar? Qual das fontes, memória ou imaginação, produz nível mais forte de convicção? Se for como a maioria das pessoas, você vai achar prontamente que a memória é muito mais acreditável; quase sempre acredita mais em uma recordação do que numa coisa imaginada.

Você pode, contudo, tornar uma visão tão forte como uma lembrança. Alguma coisa acontece na sua vida e você lembra, é como se cria uma recordação. Primeiramente o fato, depois a memória. com a visualização inverte-se a ordem. Uma visão, fortemente implantada no armazenamento cerebral, é uma lembrança invertida. Visualizando, primeiramente você cria a memória, e o fato acontece mais tarde: a visão aloja-se na mesma parte do seu cérebro onde alojou-se uma lembrança, e pode ter o mesmo nível de credibilidade.

- A visualização cria confiança. Vai desempenhar melhor se tive confiança na sua capacidade de ter sucesso. E a maneira de adquirir confiança é através da experiência. As duas maneiras de adquirir experiência são agir e visualizar-se agindo. Em outras palavras, suas visões são pseudoexperiências.

Os pilotos de avião treinam em simuladores de vôo; eles podem adquirir nestes a mesma experiência que em vôos reais, sem os perigos destes. Provavelmente cometerão menos erros em vôos reais se adquirirem experiência prévia em simulados. A visualização funciona da mesma maneira: quando visualiza a si próprio fazendo algo, está simulando mentalmente a realidade. Da mesma forma que o piloto no simulador, você está adquirindo experiência; ela cria confiança, faz com que se desempenhe melhor.

Com os computadores de "realidade virtual", você agora já pode colocar um capacete e entrar num mundo completamente diferente. A realidade virtual está sendo aplicada para reabilitar pessoas que sofreram lesões cerebrais, pois se simulam habilidades elas estão melhor habilitadas para fazer o mesmo na vida real. Você pode usar o seu cérebro exatamente da mesma maneira que um programa de computador de realidade virtual. Pode programar o seu subconsciente da maneira que quiser, visualizando experiências e, ao fazê-lo, está adquirindo valiosa experiência e confiança, além de melhorar seu desempenho na realidade.

Como exatamente você melhora o seu desempenho? Desenvolver a confiança é só uma parte, porém há mais. A visualização lhe oferece um roteiro a seguir. É como os atores no palco, que representam de acordo com o texto. E se não houvesse um roteiro? Eles ficariam ali sem saber o que dizer ou fazer. Quando você visualiza alguma coisa antecipadamente, está criando o roteiro. Na hora de encená-lo, você fala e se movimenta dirigidamente, com confiança e sem hesitação. Depois que experimentar, vai achar muito surpreendente.

- A visualização complementa o seu ser. É verdade que você é a soma de todas as suas experiências passadas? Muita gente acha que sim, porque parece lógico. No entanto isto é falso. Suas experiências passadas constituem apenas metade do seu ser.

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Máxima 47:
Você é a soma de suas experiências passadas mais as suas visões de futuro.
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A verdade é que você é a soma de suas experiências passadas mais as suas visões do futuro. E suas visões do futuro podem inclusive ser o fator dominante nessa equação.

Quando está dirigindo, olha para a frente, pelo pára-brisa, observando a estrada e o trânsito, e está esperando que certas coisas aconteçam no percurso. Espera estar mais à frente daqui a cinco segundos, ou décimos de segundo; espera que os outros carros permaneçam do lado da pista onde estão, parem na hora de parar, e viajem a velocidades razoáveis; espera que os sinais mudem de vermelho para verde, e de verde para amarelo. Tudo o que vocêw faz (acelerar, frear, virar etc) baseia-se em grande parte no que você vê adiante.

Dá para imaginar-se dirigindo com a atenção focalizada na janela traseira, pelo retrovisor, e não no pára-brisa? Pergunta boba, eu sei, mas muita gente por aí passa a vida olhando para trás. São pessoas de visão retrospectiva, que imaginam um futuro correspondente ao passado. Em outras palavras, para estes não há diferença entre o futuro e o passado e não é de se admirar que entra dia e sai dia, entram anos e saem anos, eles estejam vivendo a mesmíssima vida e nada muda, porque suas visões não fazem as coisas mudarem.

Por outro lado, as pessoas que visualizam com êxito optam por visões bastante diferentes do seu passado. É assim que prosperam. É assim que realizam coisas e se tornam pessoas cada vez mais produtivas. Quem são eles hoje e todos os dias, e em quem se metamorfoseiam lentamente, é a soma de suas experiências passadas mais suas visões do futuro.

Larry passou a maior parte de sua vida sem dinheiro. Tem um cargo de responsabilidade e ganha um salário decente mas, ao que parece, está sempre sem dinheiro. Por ter sido sempre assim, ele não espera ser nada mais do que um duro. Suas visões de futuro espelham seu passado. Certa vez ele herdou 220 mil dólares, uma quantia respeitável que, se fosse bem investida poderia ter-lhe rendido muito mais. Mas a visão de Larry, inculcada no subconsciente, deu rumo diferente ao seu comportamento e dentro de um ano ele havia estourado todo o dinheiro e continuou fiel à sua visão de um duro.

Melissa era tão dura quanto Larry. Aliás, seu caso era mais grave ainda do que não ter dinheiro: devia 48 mil dólares. Mas esperava acabar ficando abastada, imaginava-se vivendo em riqueza todos os dias. Sua visão do futuro era muito diferente de seu passado ou de seu presente. Com o passar dos anos, Melissa livrou-se das dívidas, economizou e investiu. Três anos atrás ela vendeu suas cotas numa cadeia de lojas de roupas infantis por 1,2 milhão.

Se não está visualizando um futuro diferente, não está provendo aquela parte da equação com o que é preciso para criá-lo no presente e no futuro. Quanto a isto, seu cérebro optará por visões em posição de repouso para preencher aquela parte da equação. Estas visões vão basear-se apenas no seu passado, já que não alimentou o cérebro com dados de futuro. Dê ao seu cérebro todas as coisas boas, sólidas, fortes, diferentes e estimulantes que ele precisa, para criar o seu ser. Com o passar do tempo, você se tornará a pessoa das suas visões.

A Visão da Carreira

Vamos começar aplicando o que sabemos sobre visualização ao seu desempenho. Primeiramente, veremos como pode usá-la para realizar algumas das suas principais expectativas de carreira.
Você está na melhor posição possível de sua carreira? Se não está, pode usar a visualização para ajudá-lo a progredir na direção desejada. A maioria das pessoas acha que os ramos de espetáculos e esportes são dois dos mais difíceis para se chegar ao sucesso, com chances microscópicas de se conseguir. Seguem alguns exemplos de pessoas que, através de fortes visões de carreira, transformaram-se em pessoas de desempenho extraordinário com prósperas carreiras em ambos os setores.

Richard Marx via-se como um músico e cantor de sucesso desde menino e foi a única coisa na vida que ele já se imaginou fazendo. Em sua mente nunca houve qualquer dúvida quanto a chegar lá. Quando você não tem dúvidas sobre seu destino, fazer qualquer coisa que for necessária para ajudá-lo a acontecer não parece um empreendimento tão titânico. Com 18 anos de idade, Richard Marx deixou a casa dos pais, em Chicago, e foi para Los Angeles, onde arranjou emprego como músico de estúdio, fazendo acompanhamento para Lionel Ritchie, entre vários outros. Depois, abriu o seu próprio negócio no ramo e gravou um compacto simples que fez sucesso em seguida álbuns que também fizeram sucesso. Tudo isso estaria de acordo com sua visão, mas não digo que tenha sido nem rápido nem fácil tudo isso acontecer. Custou-lhe muito trabalho. Mas isso é parte da visualização.

Com Bill Cosby aconteceu a mesma coisa. Ainda jovem começou a visualizar-se como um comediante de sucesso. Na época ainda não havia humoristas negros bem-sucedidos que lhe servissem de modelo, sua visão era pioneira. Muita gente, inclusive seus pais, desencorajaram Bill a dedicar-se a um empreendimento visto como de alto risco e com chances mínimas de sucesso. Mas, quando a visão é forte e segura, não parece tão arriscada para o visionário.

Um garoto criado em Minnesota, Jack Morris assistia aos Minnesota Twins pela televisão; e o que assistia era um pouco diferente do que a maioria dos outros meninos via. Jack via-se jogando no Twins, . Em sua mente ele participava do time, era o starting pitcher, ele estava lá, na televisão. Com o passar dos anos, ele fez de tudo para concretizar seu sonho. No primeiro jogo do campeonato mundial de 1991, adivinhe quem foi o starting pitcher do Minnesota Twins, transmitido pela televisão para o mundo inteiro? Essa foi fácil! Jack Morris visualizou isto durante anos, até que realmente aconteceu.
Qualquer um de nós pode fazer o mesmo? Visualizar só não garante o sucesso, é óbvio, mas com toda a certeza ajuda. A idéia é você ver-se na carreira e na posição pretendida. Em um seminário do qual participei faz alguns anos, subi ao palco durante o intervalo do almoço, quando não havia mais ninguém na sala. De pé, no lugar do conferencista, olhei para o auditório. Visualizei-me falando para todas aquelas pessoas que tinham vindo ao seminário. Um ano mais tarde estava eu falando para umas 50 pessoas. Em três anos eu falava para centenas, exatamente conforme visualizara.

Agora chegou a sua vez. Pense no que gostaria de estar fazendo e na posição que gostaria de ocupar e crie uma visão de carreira e repasse-a mentalmente todos os dias. Lembre-se: você também tem que agir para sua visão de carreira dar certo. O ato de visualizar sensibiliza o seu subconsciente, reforça a sua convicção, fortalece sua confiança e complementa o seu ser. Tudo isso facilita bastante o agir.

A Visão do Desempenho Diário

A visualização tem o poder de melhorar o seu desempenho todos os dias, tanto no trabalho como em casa. Você pode melhorar seu desempenho e sua produtividade em relação a qualquer evento ou tarefa, visualizando-a com antecedência. As visões de desempenho diário são sensíveis ao tempo, ou seja, elas referem-se a algum evento ou tarefa que vai ocorrer em um dado momento específico e sabido, ao contrário das visualizações de carreira, que se materializam em momento futuro indefinido.

Pessoalmente uso e abuso das visões de desempenho diário. Por exemplo, antes de encontrar-me com um cliente, visualizo alguns detalhes do encontro: vejo-me de pé, falando e escrevendo em um quadro-negro, vejo os outros sentados à mesa, olhando para mim, e os clientes felizes, aceitando minhas recomendações. Venho fazendo isto rotineiramente, há anos, antes de cada reunião que participo e, com raras exceções, as reuniões de verdade acabam saindo exatamente conforme visualizadas.

Tome, por exemplo, alguma coisa que sabe que vai acontecer na próxima semana, e visualize. Veja-se desempenhando; veja-se em muito boa forma, fazendo tudo com precisão e fineza; pode até visualizar fatos comuns, de rotina. O que vai fazer no trabalho amanhã? Na véspera, visualize-se fazendo isto. Veja-se fazendo as coisas com detalhes. Visualize a maneira como vai sentar-se e ficar de pé, como movimentar-se, o que dizer e também as suas expressões faciais. Visualize os outros concordando, cooperando e dando assistência.

Algumas visões podem levar de 10 a 15 minutos, ou mais, dependendo de se você está decidindo sobre como proceder. Os fatos mais comuns e rotineiros, no entanto, podem ser visualizados em cerca de trinta segundos a um minuto. Antes de entrar naquela sala de reuniões, dar aquele telefonema importante, encontrar-se com um novo cliente, ou sentar-se em seu local de trabalho para iniciar outro projeto, tire um minuto e visualize a coisa acontecendo como gostaria que acontecesse. Fazendo assim, estará escrevendo o roteiro para o seu subconsciente seguir quando mais tarde ele estiver conduzindo seu procedimento durante o evento real.

Vai ficar surpreso com a rapidez e o impacto com que as visões de desempenho diário podem afetar seu desempenho e sua produtividade global. Em vez de continuar a falar sobre as maravilhas da visualização, gostaria que as descobrisse por si mesmo. Depois de completar este capítulo, vá em frente e visualize alguma coisa que vai acontecer amanhã. Se não for um fato rotineiro, visualize-o uma vez na véspera e torne a visualizá-lo pela manhã. Amanhã à noite, você vai agradecer o que a visualização fez por você!

A Visualização funciona na média

Há mais alguns ângulos da visualização que devemos comentar antes de pô-la em prática. O primeiro tem a ver com a questão de credibilidade. Você pode confiar nela para fazer as coisas acontecerem da maneira como as visualizou?

Vamos responder com um exemplo. Você é um profissional de vendas a caminho de um encontro com um possível cliente. Antes do enconro, tira um minuto para fechar os olhos e visualizar como vai ser. Imagina um cliente bem-humorado, e você na melhor forma e ele assinando o contrato. A visão lhe alegra e dá segurança nos seus atos. Sua visão fará a venda acontecer?

Sim e não. Visualizar um grande encontro lhe dará todas as vantagens: um roteiro para o seu subconsciente seguir enquanto guia suas ações durante o encontro de verdade, uma forte certeza do resultado e um alto nível de confiança. Portanto, suas visões estão efetivamente fazendo o que é para fazer. Mas se você não estiver vendendo uma vacina garantida contra o câncer ou algum produto rejuvenescedor que seja realmente tiro e queda, ele poderá dizer um não. Ou até mesmo "de jeito nenhum". Ele também pode faltar e o encontro acabar nem sequer acontecendo. Coisas assim acontecem. Será que elas acontecem só com quem não visualiza?

Não existe meio em suas vidas de você garantir como as pessoas vão agir; suas visões não podem fazer as coisas acontecerem exatamente como você quer que aconteçam. Às vezes, apesar de ter uma grande visão do cliente cheio de euforia comprando o seu produto, ele poderá expulsá-do escritório. Mas a sua visão pode fazer você, apesar de tudo, ter melhor desempenho e, portanto, aumentar a sua média de sucesso. Noutras palavras, a visualização funciona dentro da média.

A chave para torná-la eficaz, entretanto, é não abandoná-la a cada vez que uma situação não der certo em relação às coisas que você visualizou não estarem saindo conformes; você poderá ficar decepcionado de vez em quando. Em alguns casos será necessário fazer várias tentativas para produzir o resultado visualizado. Acontecem coisas que jamais imaginaria que fossem possíveis, coisas diametralmente opostas às suas visões. Mas, tudo bem. Mantenha suas visões ativadas e, na média, elas trabalharão por você.

O Plano Alternativo

Vamos retomar um exemplo de vendas. Você visualizou uma cliente bem-humorada, de água na boca para sua proposta e assinando o contrato, mas o encontro real em nada coincide com a visão. A cliente acaba de chegar do Fórum, de onde saiu perdendo na partilha para o ex-marido, que ela detesta, e está de péssimo humor, e só lhe concede oito minutos em vez de trinta, não presta muita atenção e acaba simplesmente dizendo não, não há como fazê-la comprar. Faça-se as pergunas abaixo:

1. Quais foram as suas expressões faciais, comportamento e palavras depois que ficou claro que o encontro não estava saindo de acordo com a sua visão? Você revelou-se meio desapontado, desanimado, frustrado ou furioso?

2. Você desempenhou bem, ou o golpe imprevisto abalou-o a ponto de fazê-lo desempenhar abaixo de sua capacidade?

3. O encontro foi um sucesso ou não?

Se você só tinha uma visão, somente uma cena positiva para o encontro, e esta não aconteceu, é muito provável que tenha se sentido desapontado ou furioso; sua perplexidade pode ter sido tamanha que nem soube o que dizer ou fazer e, portanto, teve um mau desempenho e pode ter deixado o prédio com a impressão de nada estar mais longe do sucesso do que este encontro.

Ou poderia ter uma visão alternativa implantada que cuidou de vocêm em tais circunstâncias. Você pode, por exemplo, ter se visualizado reagindo de uma ceta maneira se qualquer coisa fizesse o plano inicial falhar,; pode ter se visto calmo e senhor de si, controlando-se com graça e estilo e pode ter se visto realmente sorrindo e irradiando mais simpatia ainda, ao lidar com uma cliente mal-humorada.

Uma visão alternativa é meramente o reconhecimento de que suas visões podem de vez em quando não funcionar. A visão alternativa lhe dá força para fazer uma situação adversa também trabalhar a seu favor. Em outras palavras, você estará preparado parar sair--se extremamente bem, aconeça o que acontecer.

Digamos que você vá pedir aumento ao seu supervisor e sua visão onde ele dá total assentimento e aprovação não acontece. O que fará agora? Sem uma visão alternativa, estará deixando por conta dos comandos instalados, que foram entrando aleatóriamente no seu subconsciente por anos a fio. E o comando do seu comportamento poderia ser o de ficar surpreso com a reação. Sem pensar, você poderia sentir-se desanimado ou até furioso, e poderá dizer coisas dos quais se arrependerá mais tarde.

Com uma visão alternativa, porém, poderá muito bem fortalecer sua posição após uma resposta negativa da parte do seu supervisor. Lembre-se: você pode controlar em grande parte o que acontece na sua vida, mas quando é algo que está fora do seu controle. Pode não conseguir o aumento hoje mas, se tiver total autocontrole depois da recusa inicial, estará reforçando sua posição e terá uma chance bem melhor de mais tarde conseguir o aumento.

Conheço um jogador de golfe que visualiza uma cena alternativa. Ele imagina sua bola numa posição difícil, na areia ou atrás de uma árvore, e vê-se cheio de calma e confiança ao sair com perícia da situação. Embora passe a maior parte do tempo visualizando o plano principal (uma grande tacada), a visão alternativa está implantada em seu cérebro, pronta para dirigir seu comportamento sempre que for necessário. Com certeza, quando se encontra em uma situação difícil, seu plano alternativo entra em ação e o orienta. A diferença de outros jogadores, que jogam o taco longe, dizem palavrões e têm um desempenho ainda pior depois de uma tacada ruim, ele se recupera com elegância e joga uma grande partida, no geral.

Não se trata de Pensamento Negativo

Uma visão alternativa não é pensamento negativo, se fizer a coisa de maneira correta. Com uma boa visão alternativa você se sente numa situação difícil, mas não se vê falhando, e sim dominando a situação com graça e elegância. Como James Bond, você enfrenta desafios específicos à medida que cumpre sua missão, mas sempre consegue manejar cada um deles.

Uma visão negativa representa a situação sempre dando errado, não importa o que você fizer. Uma visão alternativa representa você se saindo bem, embora o sucesso seja de um tipo diferente do da visualização principal. Uma boa visão alternativa pode fortalecer sua posição e aumentar as possibilidades de realizar o plano principal no futuro.

A Visão do Processo

Geralmente visualizamos o resultado final de qualquer ocorrência desejável. Por exemplo, você pode imaginar-se subindo ao palanque e fazendo uma apresentação brilhante para o seu grupo de trabalho no período em que a empresa entra em recesso. Mas, que tal visualizar-se fazendo todos os preparativos necessários à apresentação? Por que não só fazendo uma excelente apresentação, mas também sentado à mesa da sua copa preparando o discurso?

Imaginar o resultado final é muito bom, mas não tem toda a força que poderia ter com um pouquinho de ajuda. Você pode querer criar outra visão, visão de processo, que dá força à visão primária. Ela é como um foguete propulsor que põe em órbita sua cota de recompensas e representa o processo de concretização da visão do resultado final.

Houve um tempo em que este livro não passava de uma criação da minha mente. Para torná-lo uma realidade, comecei visualizando o resultado final, ou o livro todo escrito. Vi-o. Vi o design da capa e vi-o nas estantes das livrarias, vi pessoas lendo-o com extremado interesse e animação - pelo que eu saiba, posso ter visualizado você lendo este livro. Senti toda a emoção e o prazer que me dava chegar até às pessoas e ajudá-las com o que escrevi. Visualizei o produto final como uma forma de inspirar-me a criar o material e escrever o livro.

Mas isto não bastava. Afinal, tenho uma infinidade de outras coisas para fazer além de ficar várias horas e dias escrevendo. Criei uma visão de processo para suplementar minha visão básica. Visualizei-me no meu computador criando o manuscrito e acrescentei uma emoção positiva à cena: divertimento. Tornei o processo divertido em minha mente. Com essa visão eu tinha muito mais disposição e capacidade para passar horas a fio, doa após dia, escrevendo no meu computador. Afinal, eu estava fazendo o que escolhi, trabalhar estava em harmonia com o que eu queria.

Quando você criar uma visão de base ou do trabalho pronto, pergunte-se se uma visão de processo também ajuda. Vezes há em que você não sabe que processos estavam em jogo para a visão final tornar-se realidade, mas tudo bem, no fim das contas acabará ficando claro o que é preciso fazer para transformar a sua visão em realidade. Quando isto acontecer, visualize o processo produtivo para aviar as coisas.

Como Visualizar o sucesso e fazê-lo acontecer

- Primeiro Passo: Crie uma visão de carreira em sua mente. Você é o roteirista, pode fazer as coisas acontecerem em sua mente como bem entender. Crie uma cena onde está fazendo o que deseja fazer, na posição em que deseja estar. Dê a expressão das emoções ao seu próprio rosto no desenrolar da cena e veja-se reagindo cm emoções positivas enquanto tudo acontece. Veja os outros também demonstrando certas emoções. A vida transpira movimento, portanto você quer que a sua visão seja como um filme, e não como umas poucas fotografias. Deixe a cena passar pela sua imaginação. (Embora pensemos em visões como quadros mentais, não tem que ser assim necessariamente. Às vezes simplesmente pensar a respeito de alguma coisa, sem dar a ela configuração de imagem, pode ser uma forma de visão igualmente eficaz).

- Segundo Passo: Repita duas vezes por dia a visão de carreira. Reserve algum tempo para o exercício da visualização. Se não restringir o tempo diário a qualque coisa entre 30 segundos a dez minutos, acabará esquecendo de praticar. O levantar-se e o deitar-se são momentos bastante oportunos, vá repetindo pelo menos duas vezes ao dia, até a visão concretizar-se.

- Terceiro Passo: Saiba que a sua visão de carreira ainda acontecerá. Fatalmente acontecerá e, por isso você acredita piamente na visão. No enanto, não sabe quando exatamente vai acontecer. Isso absolutamente não lhe diz respeito. Você sabe que o destino administra a sua própria agenda e que as grades forças do universo vão estar em seu benefício se você deixar que a natureza se encarregue do "quando". Não fixe prazos para quando uma visão de carreira deve tornar-se realidade.

- Quarto Passo: Crie visões de desempenho diário. Escolha uma determinada tarefa ou fato que você saiba que está para acontecer brevemente, e visualize-se desempenhando na sua melhor forma. Veja-se produzindo os resultados que deseja, repasse a visão uma hora antes de ter iniciado a tarefa ou o fato, ou então pela manhã, no dia.

- Quinto Passo: Crie uma visão alternativa. Visualize as coisas não acontecendo de acordo com o seu plano preferencial e veja-se mesmo assim reagindo com a devida compostura e auto-confiança. Não tente inventar um motivo para que tal coisa aconteça. Simplesmente veja-a acontecendo e você agindo com fineza, apesar de tudo. Ponha um sorriso nos lábios. Escolha uma ou duas emoções positivas para sentir na hora, caso esta cena venha a acontecer.

- Sexto Passo: Crie uma visão de processo. Veja-se tomando as providências cabíveis para sua visão preferencial acontecer. Acrescente uma emoção positiva ao processo, e sinta a mesma em sua mente ao imaginar-se em ação.

Fonte do texto: http://www.portalcmc.com.br/visual_04.htm



O QUE É A MENTE HUMANA? MANIFESTE SUA LUZ



A mente é a parte  mais impressionante das pessoas.

Na Happy Science  (Ciência da Felicidade) enfatizamos a necessidade do estudo e compreensão do funcionamento da mente, pois isso facilitará à pessoa compreender suas características, funções e mecanismos que nos levarão à Felicidade.

A mente humana é uma entidade misteriosa e ainda desconhecida por muitos.

Na mente infinitos sonhos se desenrolam continuamente, mas a mente possui certas qualidades que obedecem às leis psíquicas.

Sob o ponto de vista da relação entre o corpo, a mente e o espírito, podemos dizer que o espírito é uma forma de energia inteligente e que tem individualidade própria, provinda de vida Divina.

Os espíritos podem atuar no mundo espiritual, a partir da 4a. dimensão e superiores, em forma de consciência. Mas os espíritos também podem descer à 3a. dimensão e viver encarnados na forma do ser humano, animal ou vegetal [...]
Para encarnar, o espírito precisa fazer uso da alma. Os espíritos que descem à Terra para passar pela experiência da encarnação neste mundo físico recebem uma espécie de forma e invólucro espiritual que é chamado de alma.

A alma é necessária para que os espíritos possam descer para atuar neste mundo de 3a. dimensão.
A parte central da Alma é chamada de Mente (algumas vezes é traduzida como coração, pois é o coração da alma que se conecta com os mundos espirituais de dimensões mais elevadas).

A mente por ser a parte central da alma,  pode ser chamado de coração da alma, e tem como função primordial a capacidade de tomar decisões. A mente pensa e não o cérebro. A mente não está na cabeça, no cérebro, mas na alma. O cérebo é apenas um mecanismo de comunicação com o mundo da terceira dimensão (mundo material). Se esse mecanismo é danificado, a mente não pode mais expressar suas idéias neste mundo material. Pessoas com deficiência mental, na verdade em geral, tem a mente perfeita. O problema é que o cérebro por não estar funcionando bem, prejudica a coordenação corporal e a comunicação com as pessoas deste mundo.

Portanto, o que determina os rumos de nossa vida é a mente. A mente é o coração da alma. Se a mente é o coração da alma e é a mente que pensa, então pode se dizer que é o coração da alma que pensa.

Como membros da Happy Science devemos estudar e procurar compreender profundamente o que é a mente humana? Quais a suas funções? Como podemos controlar as nossas mentes ?

A mente humana não é algo pequenino localizado na cabeça ou em qualquer outra porte do corpo humano.

A mente é parte da alma, que contém o espírito humano.

A mente também é o canal de conexão deste mundo tridimensional com mundos espirituais mais elevados.

Não há limite para a mente, podendo contatar dimensões superiores, desde a 5a até a 9a dimensão, e, dependendo da evolução espiritual do ser humano,  também pode comunicar dimensões ainda mais superiores.

Sabem porque ? Porque, na mente existe uma parte que está diretamente conectada com mundos espirituais elevados. Mas que parte é essa ?

O Mestre Okawa explica que a mente se parece com a estrutura de uma cebola, figurativamente falando. As dimensões 4a, 5a, 6a, 7a, 8a, 9a e 10a dimensões formam camadas uma sobre a outra.

Só é possivel perceber essa estrutura da mente quando a pessoa está bem avançada no conhecimento espiritual. Nesse caso, consegue emitir luz a partir do seu interior.

A camada central dessa “cebola” é  a parte que está conectada com o mundo Espiritual Real.

Quando você faz orações, desce do céu uma luz maravilhosa e junto com essa luz surgem os nossos anjos protetor e guardião e te envolve em luz maravilhosa. Mas essa luz é externa, não é sua. É apenas auxílio externo.

Mas, quando você medita, à medida em que vai se aprofundando na mente, ao invés de receber luz do mundo espiritual, você começa a emitir luz própria emitida pela parte mais interna da mente.

Isso mesmo. Quando meditamos e nos conectamos com o nosso Eu interior, no mais profundo do nosso ser, passamos a emitir uma luz própria.

Essa luz é originada na nossa Presença Divina. Sim, Buda, o próprio Deus, está conectado em nosso interior. Então essa luz é muito superior à luz externa.

Para conseguir emanar essa luz temos que praticar a auto-reflexão diariamente. A partir da meditação, esforçar-se para aflorar a nossa verdadeita Presença Búdica, o Cristo Interno (em termos cristãos). Somos um só com Deus, porque estamos ligado as ELE. Mas perdemos a noção dessa conexão.

Chegou a hora de despertar para o verdadeiro Eu que está dentro de nossa mente. Esse verdadeiro Eu não é egoísta, não almeja coisas materiais, pois emite amor e luz, pois é a própria Vida de Deus manifestada em nós.

Por isso, Buda Shakyamuni ensinou muitas vezes que não adianta procurar fora por aquilo que está dentro de você. Jesus Cristo também ensinou que quando formos orar, devemos nos fechar dentro de um quarto sózinho e então conversar com Deus. Seria complicado ensinar meditação para o povo do oriente médio e logo essa foi a forma de expressar o mesmo ensinamento. Isto quer dizer, entrar no seu eu interior e falar com Deus que está conectado em seu interior.

Deus, o Buda eterno, está dentro das profundezas de sua mente. Cabe a você explorá-la até chegar ao seu centro, a Presença Divina. Mas não se engane, se o seu Eu interno desejar ter qualquer coisa, Ele não é o verdadeiro Eu. O Eu Interno possui tudo e tudo doa para os outros.

Quanto mais se aproximar do centro, mais luz você emitirá. Ao conseguir penetrar na sua mente central, profundamente, você conseguirá se tornar um com Deus, verdadeiramente. A partir daí a sua Luz Búdica surgirá como um Sol e brilhará infinitamente.

Não procure Deus fora de si. Ele está bem dentro de você.
Tudo o que você precisa está dentro de você.
Este é o segredo para você se tornar num anjo de luz.
Explore sua mente, limpe-a de todas impurezas dos erros cometidos no passado, da ira, da inveja, da ganância material e da falta de amor para com as pessoas com quem encontramos ou convivemos.
Seja a luz que ilumina as pessoas.

Lembre-se:

Ao orar, você recebe luz do mundo celestial mais elevado, mas ao meditar você emite sua própria luz Divina.
Mas, uma coisa não deve ser feita sem a outra. Para fazer a sua Luz Divina surgir, os passos são três:

1) Ore diariamente;
2)Faça auto-reflexão diariamente;
3)Medite diariamente.

Texto adaptado a partir dos livros “Princípio da Auto-Reflexão” e “Introdução à Happy Science”.

Fonte: http://cienciadafelicidade.org/

terça-feira, 20 de julho de 2010

ENTENDA A MENTALIZAÇÃO



A mentalização é o recurso através do qual estimulamos as defesas orgânicas para solucionar um problema que está nos afligindo. A mentalização funciona como uma espécie de prioridade solicitada por nossa mente ao organismo.

Entenda que a mentalização não vai solucionar ela própria o problema, ela vai simplesmente estimular as defesas orgânicas em determinado sentido. A condição fundamental é que o organismo esteja em condições de atender essa solicitação da nossa mente e para isso o relaxamento é importante, ainda que não seja essencial.

No caso do Mal de Parkinson, me concentro na parte do meu cérebro que sofreu degeneração, e estimulo sua recuperação.

O poder da mente todos nós possuímos, o que pode acontecer é o organismo estar sendo muito agredido, principalmente por uma postura psicológica negativista [...]


Um organismo nessas condições desfavoráveis não consegue dar a resposta desejada, ainda que façamos ioga ou relaxamento, escutemos música, utilizemos cores, façamos exercícios, ou utilizemos recursos místicos e exóticos.

A questão é essencialmente fisiológica e assim deve ser tratada.

A técnica utilizada para a mentalização é pouco relevante, pois um organismo apto a dar resposta a dará, independentemente das condições ambientais dessa solicitação.

Evidentemente a solicitação da mente é favorecida quando estamos em relaxamento, mas isso não é essencial e se pode obter resultados mesmo sem essa condição.

Confie no organismo, ele é algo maravilhoso que infelizmente é, muitas vezes, mal tratado.

Existe algum fundamento científico com relação à mentalização?

Certamente que sim.

Sugerimos, entre tantos outros, a leitura dos seguintes livros que influíram muito no meu posicionamento sobre o assunto:

"Sabedoria Incomum", de F.Capra, Ed. Cultrix, São Paulo.
"Mãos de Luz", de B.A. Brennan, Ed. Pensamento, São Paulo.
"A Cura Quântica", D.Chopra, Ed. Best Seller, São Paulo.
"O Tempo é uma Ilusão", C. Griscom, Ed. Zahar, Rio de Janeiro.
"Uma breve história do tempo - do big bang aos buracos negros", S.W. Hawking, Ed. Rocco, Rio de Janeiro.
"O Paradigma Holográfico e outros Paradoxos", K. Wilber et alii. , Ed. Cultrix, São Paulo.
"A Vida sem Limites", C.R. Mendes Ribeiro, Ed. AGE, Porto Alegre.
"L'Homme Superlumineux", P.R. Dutheil et B. Dutheil, Ed. Sand, Paris.
"Microcosme - La revolution quantique dans l'économie et la technologie", G. Gilder, Ed. InterÉditions, Paris.
"Le désordre - École du mouvement", G. Balandier, Ed. Fayard, Paris.
"La conscience et l'univers", D. Bohm et F.D. Peat, Ed. du Rocher, Paris.
"L'Univers miroir", J. Briggs et D. Peat, Ed. Robert Laffont, Paris.
"L'Esprit du temps", E. Morin, Ed. Grasset, Paris.
"La Machine à faire des dieux", S. Moscovici, Ed. Fayard, Paris.
"La Nature réinventée", W. Nachtingall, Ed. Plon, Paris.
"The Chaos Frontier", R. Stacey, Ed. Butterworth Heinemann, Oxford.
"Does God Play Dice", I. Sytewart, Ed. Penguin, Londo

Fonte: http://www.curapelamente.net